Essa falta de informação prejudica a ação cidadã de votar consciente e participar mais ativamente das ações democráticas. O problema não é o acesso a informação, é a falta de interesse do cidadão. Todos têm tevê e rádio e a maioria possui internet, é fácil encontrar informação sobre seus políticos.
Conversei com vários candidatos que tenho relação de amizade, há outros que me são inteiramente desconhecidos -eu que já andei pelos quatro cantos de Ijuí nas atividades profissionais, comerciais e pessoais que desenvolvi- imagine o eleitor mais recatado. Perguntei-lhe suas motivações para ser candidato. A maioria alega busca por mudança, estar sensível as necessidades do povo, quer elaborar projetos comunitários, lutar pela segurança e saúde, pelo descontentamento e a consciência cívica de fazer a sua parte (dar a cara a tapa), etc... Noto que estas motivações não correspondem diretamente com as funções que norteiam efetivamente o trabalho de um vereador. Visando identificar-lhes o perfil atento para três aspectos: atividades político-sociais de interesse, qual partido está inserido e se já foi candidato anteriormente. No aspecto comunitário há quem diga que conhece as necessidades do povo, é bom, mas insuficiente por dar conta do interesse apenas de parte da população de interesse do candidato. Essa motivação deve ser mais ampla, ser um agente politico com função de legislar implica preparo ainda maior.
Na questão de partido há aqueles que são fiéis, e outros que já trocaram de partidos, ou que se filiaram para serem candidatos, o que demonstra que sua experiência e vivencia politica resume-se na qualidade de eleitor em pleitos anteriores. Muitos estão no pleito pela primeira vez e com pouca experiência nisto. Há candidatos de todos os níveis de escolaridade, ensino superior, fundamental e aqueles apenas alfabetizados, o que pode influenciar o julgamento da sociedade de forma negativa quanto a competência e preparação para exercerem a função de vereador. Há velhos e jovens, maior proporção de pessoas acima dos 40. A maioria dos candidatos têm interesses voltados ao desenvolvimento de ações comunitárias, de certa forma, pertinentes a sua área de conhecimento, vivência e atuação, o que se encaixaria muito bem na primeira principal função de um vereador, a função legislativa, em que o vereador deverá “discutir e votar os projetos que serão transformados em Leis, buscando organizar a vida da comunidade”. Todavia isto poderia denotar um desprezo ou falta de conhecimento das outras funções do vereador, tão importantes, quanto a legislativa, que devem e precisam ser consideradas, as funções: fiscalizadora, de assessoramento executivo e julgadora. Falam em melhorar a saúde, a educação, mudar o cenário politico e lutar pelos interesses do povo, gerar emprego e renda, gerar politicas de inclusão e acessibilidade, e por fim, fiscalizar e executar.
Assim penso que a minha candidatura deve dar suporte a uma representatividade maior, devo pensar além daquelas necessidades que são comuns à minha realidade próxima, pensar globalmente a politica local.
